Borbulhia e Encostia

Borbulhia

Borbulhia

  

Consiste na justaposição de uma única gema sobre um porta-enxerto enraizado. A enxertia deve ser feita entre primavera e verão, quando os vegetais se encontram em plena atividade vegetativa, ou de acordo com a espécie. No Amazonas, por exemplo, só há basicamente duas estações: a da enchente dos rios e a da vazante dos mesmos.

 

Tipos de borbulhia

    

T normal fende-se o cavalo com o canivete, no sentido transversal e, depois, no sentido perpendicular; de modo a formar um T. O escudo ou gema é retirado segurando-se o ramo em posição invertida. Prende-se o escudo lateralmente ou pelo pecíolo, levanta-se a casca com o dorso da lâmina e introduz-se a borbulha. Corta-se o excesso e amarra-se de cima para baixo.

 

T invertido procede-se de modo semelhante ao tipo anterior. O que muda é a posição normal do ramo para retirada da borbulha e no modo de introduzir e amarrar. A colocação da borbulha, assim como a amarração, é feita de baixo para cima. Esse tipo apresenta vantagem sobre o anterior, por evitar a penetração de água e também por ser de mais fácil manejo.

 

O T invertido é usado para casos em que o cavalo tenha grande circulação de seiva. O amarrilho é feito de baixo para cima. Este processo é o preferido pela maioria dos operadores.

  

No tipo em janela aberta ou escudo são feitas no porta-enxerto duas incisões transversais e duas longitudinais, de maneira a liberar a região a ser ocupada pela borbulha, que é retirada do garfo com duas incisões transversais e duas longitudinais no ramo, obtendo-se assim um escudo idêntico à parte retirada do cavalo. A borbulha é a seguir embutida no retângulo vazio e deve ficar inteiramente em contato com os tecidos do cavalo. A seguir o enxerto é amarrado.

 

Em janela fechada o porta-enxerto recebe duas incisões transversais e uma vertical no centro. A borbulha é obtida de maneira semelhante ao tipo anterior. Para assentá-la, levanta-se a casca com o convite, introduz-se o escudo e a seguir recobre-se com a casca do cavalo. O enxerto é completado fixando-se com o amarrilho.

 

Para o tipo anelar, canutilho ou flauta faz-se uma incisão circular quando o enxerto é no topo, ou duas incisões circulares e uma vertical quando é no meio da haste, de modo a retirar um anel. No garfo, procede-se do mesmo modo, e a superfície deve ser idêntica à do cavalo, para que haja contato entre as camadas cambiais e então amarrar.

 

Forçamento do enxerto

 

Para ativar o desenvolvimento do enxerto, uma vez constado o seu pegamento, faz-se a torção da haste um pouco acima do local da enxertia e curva-se o ramo para o solo. A seiva, graças à curvatura, tende a reduzir a sua velocidade e acumular-se na região do enxerto, o que aumenta seu vigor. Em algumas espécies consegue-se adiantar o desenvolvimento de dois a três meses. Pode-se também forçar o desenvolvimento do enxerto com incisões ou anelamentos, praticados na região abaixo dele.

 

Encostia

 

Quando as plantas não reagem bem às outras técnicas de enxertia, pode-se usar a encostia. Depois de se fazer uma incisão em ambas as plantas e “encostar” o tecido descascado um no outro, ocorre a troca de seiva e a união dos vegetais. Posteriormente, uma das plantas deve ser descartada através de cortes progressivos.

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